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Conocimiento tradicional y prácticas terapéuticas en contextos urbanos: herbolaria, espiritualidad y transmisión del conocimiento en la zona metropolitana de Guadalajara Traditional knowledge and therapeutic practices in urban contexts: herbalism, spirituality and knowledge transmission in the Guadalajara metropolitan area


Abstract

Este estudio explora la manera en que se transmite y utiliza el conocimiento terapéutico asociado a la herbolaria y diversas prácticas espirituales en la zona metropolitana de Guadalajara, México, con énfasis en el mercado Corona, cuya presencia entre la población contrasta con la escasa atención que ha recibido en la literatura académica. El objetivo es identificar cómo las personas que se dedican a la herbolaria y actividades espirituales aprenden, adaptan y ponen en práctica sus conocimientos, especialmente en un entorno urbano donde conviven múltiples alternativas de atención y donde las decisiones terapéuticas suelen combinar experiencias personales, creencias y prácticas heredadas. Metodológicamente se realizaron entrevistas semiestructuradas, organizadas a partir de una adaptación flexible del Modelo de gestión de conocimiento: Socialización, Exteriorización, Combinación, Interiorización (SECI), lo que permitió no solo reconocer las formas de aprendizaje y transmisión, sino también los procesos de validación y continuidad que sostienen estas prácticas. Los hallazgos indican que una parte importante del saber terapéutico se origina en la vida familiar o del entorno inmediato y se consolida mediante la observación directa y la práctica cotidiana, aunque se observa un distanciamiento creciente por parte de las generaciones más jóvenes, lo que pone en riesgo su continuidad. Asimismo, se identificó que algunas personas practicantes integran ciertos elementos de la medicina moderna de manera selectiva, mientras que la mayoría mantiene prácticas heredadas que guardan un vínculo estrecho con dimensiones simbólicas y espirituales. Los resultados sugieren que documentar y fortalecer estos procesos de transmisión constituye un paso necesario para asegurar la continuidad del conocimiento tradicional, particularmente en contextos urbanos sujetos a cambios acelerados.


This study explores the ways in which therapeutic knowledge associated with herbal medicine and various spiritual practices is transmitted and used in the metropolitan area of Guadalajara, Mexico, with a particular focus on the Corona Market. Despite its strong presence among the local population, this context has received limited attention in academic literature. The objective is to identify how individuals engaged in these activities learn, adapt, and put their knowledge into practice, especially within an urban environment where multiple healthcare alternatives coexist and where therapeutic decisions often combine personal experiences, beliefs, and inherited practices. Methodologically, the study employed semi-structured interviews organized through a flexible adaptation of the SECI Model, which made it possible not only to identify forms of learning and transmission but also to examine the processes of validation and continuity that sustain these practices. The findings indicate that a significant portion of therapeutic knowledge originates within family life or the immediate social environment and is consolidated through direct observation and everyday practice. However, a growing distancing among younger generations is observed, placing the continuity of this knowledge at risk. Additionally, some practitioners selectively incorporate elements of modern medicine, while the majority maintain inherited practices closely linked to symbolic and spiritual dimensions. The results suggest that documenting and strengthening these transmission processes is a necessary step to ensure the continuity of traditional knowledge, particularly in urban contexts subject to rapid change.


Este estudo explora a forma como o conhecimento terapêutico associado à fitoterapia e a diversas práticas espirituais é transmitido e utilizado na região metropolitana de Guadalajara, México, com ênfase no Mercado Corona, cuja presença entre a população contrasta com a escassa atenção que tem recebido na literatura acadêmica. O objetivo é identificar como as pessoas que se dedicam à fitoterapia e às práticas espirituais aprendem, adaptam e colocam em prática seus conhecimentos, especialmente em um contexto urbano onde coexistem múltiplas alternativas de cuidado e onde as decisões terapêuticas costumam combinar experiências pessoais, crenças e práticas herdadas. Metodologicamente, foram realizadas entrevistas semiestruturadas, organizadas a partir de uma adaptação flexível do Modelo de Gestão do Conhecimento: Socialização, Externalização, Combinação e Internalização (SECI), o que permitiu não apenas reconhecer as formas de aprendizagem e transmissão, mas também os processos de validação e continuidade que sustentam essas práticas. Os resultados indicam que uma parcela significativa do conhecimento terapêutico tem origem no ambiente familiar ou no contexto social mais próximo e se consolida por meio da observação direta e da prática cotidiana. Entretanto, observa-se um distanciamento crescente das gerações mais jovens, o que coloca em risco a continuidade desse patrimônio cultural. Além disso, identificou-se que alguns praticantes incorporam, de forma seletiva, determinados elementos da medicina moderna, enquanto a maioria mantém práticas herdadas que conservam uma estreita relação com dimensões simbólicas e espirituais. Os resultados sugerem que documentar e fortalecer esses processos de transmissão constitui um passo fundamental para garantir a continuidade do conhecimento tradicional, particularmente em contextos urbanos sujeitos a rápidas transformações


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eISSN: 2184-061X
print ISSN: 2183-5063