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Procesos de Diálogo Nacional en la Era Digital: Inteligencia Artificial, Gobernanza Epistémica e Inclusión Política National dialogue processes in the digital age: Artificial Intelligence, epistemic governance, and political inclusion
Abstract
El concepto de diálogo nacional se ha consolidado como una de las herramientas más importantes en la gobernanza transicional y la consolidación de la paz en contextos de posconflicto. A medida que las infraestructuras de participación ciudadana incorporan cada vez más sistemas de Inteligencia Artificial (IA), incluyendo procesamiento del lenguaje natural (PLN), clasificadores de aprendizaje automático y herramientas de IA generativa, las secretarías de diálogo y los socios internacionales han comenzado a utilizar mecanismos asistidos por IA para gestionar consultas a gran escala, agrupar demandas ciudadanas, traducir contribuciones y sintetizar deliberaciones. Sin embargo, la literatura existente ha tendido a considerar la IA como una tecnología neutral o como un instrumento general para repensar la democracia, prestando escasa atención a la manera en que reconfigura los fundamentos epistemológicos e institucionales de los propios procesos de diálogo nacional. Este artículo sostiene que la IA actúa como un actor institucional dentro de los procesos de diálogo nacional al redefinir la construcción de la representación, la priorización de las agendas y los mecanismos mediante los cuales se produce la legitimidad. Basado en una investigación cualitativa comparativa realizada en Sudán (2019–2022), Etiopía (2021–2023) y Kenia (2022–2024), que incluyó 28 entrevistas semiestructuradas, análisis documental y datos agregados de consultas públicas, el estudio identifica tres transformaciones estructurales asociadas con los sistemas de diálogo asistidos por IA: (1) la representación basada en datos, (2) la definición algorítmica de agendas y (3) la formación de legitimidad mediada por plataformas digitales. Asimismo, se examinan las implicaciones estructurales derivadas de las asimetrías en la participación digital y los patrones de agrupamiento algorítmico mediante pruebas de robustez estadística, incluyendo intervalos de confianza, pruebas de proporciones y análisis de regresión. Al integrar la teoría de la construcción de la paz y la gobernanza algorítmica con los Estudios de Ciencia y Tecnología (STS) y la crítica digital poscolonial, el artículo desarrolla un marco analítico de gobernanza epistémica mediada por IA. Finalmente, propone salvaguardias institucionales orientadas a fortalecer la inclusión política y la legitimidad democrática en contextos de transición política frágil.
The concept of national dialogue has been one of the most important tools in transitional governance and post-conflict peacebuilding. As more civic participation infrastructures are coming under the sway of Artificial Intelligence (AI), such as natural language processing (NLP), machine learning classifiers, and generative AI systems, dialogue secretariats and international partners are implementing AI-aided ones to accommodate large-scale consultations, cluster grievances, translate submissions, and summarise proceedings. However, the literature on AI has mainly viewed AI as a technology that is neutral in its effects or a way to broadly rethink democracy, and not how AI is actually reorganizing the epistemic and institutional landscape of the national discourse itself. In this paper, it is stated that AI is an institutional actor in the process of national dialogue by redefining the construction of representation, the prioritisation of the agenda, and the way legitimacy is enacted. The study based on comparative qualitative research in Sudan (2019-2022), Ethiopia (2021-2023), and Kenya (2022-2024) which included 28 semi-structured interviews, document analysis, and aggregated data of consultation highlights three structural changes brought about by AI-assisted dialog systems, namely (1) datafied representation, (2) algorithmic agenda-setting, and (3) platform-mediated formation of legitimacy. The structural implications of the asymmetry in digital participation and the patterns of algorithmic clustering are stated through statistical robustness tests such as confidence interval modelling, proportion testing and regression analysis. The combination of the peacebuilding theory and the algorithmic governance with the Science and Technology Studies (STS) and the postcolonial digital critique contributes to the development of the framework of AI-mediated epistemic governance. It concludes with a solution of institutional protection based on weak political transitions.
O conceito de diálogo nacional tem sido uma das ferramentas mais importantes para a governança de transição e a construção da paz em contextos pós-conflito. À medida que mais infraestruturas de participação cívica passam a ser influenciadas pela Inteligência Artificial (IA), incluindo processamento de linguagem natural (PLN), classificadores de aprendizado de máquina e sistemas de IA generativa, secretariados de diálogo e parceiros internacionais vêm implementando mecanismos assistidos por IA para gerir consultas em larga escala, agrupar reivindicações, traduzir contribuições e sintetizar deliberações. No entanto, a literatura sobre IA tem tratado predominantemente essa tecnologia como neutra em seus efeitos ou como uma ferramenta para repensar a democracia de forma ampla, sem examinar como ela está efetivamente reorganizando os fundamentos epistêmicos e institucionais do próprio discurso nacional. Este artigo argumenta que a IA atua como um agente institucional nos processos de diálogo nacional ao redefinir a construção da representação, a priorização das agendas e as formas pelas quais a legitimidade é produzida. Com base em uma pesquisa qualitativa comparativa realizada no Sudão (2019–2022), Etiópia (2021–2023) e Quênia (2022–2024), envolvendo 28 entrevistas semiestruturadas, análise documental e dados agregados de consultas, o estudo identifica três transformações estruturais promovidas por sistemas de diálogo assistidos por IA: (1) representação baseada em dados, (2) definição algorítmica de agendas e (3) formação de legitimidade mediada por plataformas. As implicações estruturais das assimetrias de participação digital e dos padrões de agrupamento algorítmico são examinadas por meio de testes de robustez estatística, incluindo modelagem por intervalos de confiança, testes de proporção e análise de regressão. A combinação da teoria da construção da paz e da governança algorítmica com os Estudos de Ciência e Tecnologia (STS) e a crítica digital pós-colonial contribui para o desenvolvimento de um quadro analítico de governança epistêmica mediada por IA. O estudo conclui propondo salvaguardas institucionais adequadas a contextos de transições políticas frágeis.
O conceito de diálogo nacional tem sido uma das ferramentas mais importantes para a governança de transição e a construção da paz em contextos pós-conflito. À medida que mais infraestruturas de participação cívica passam a ser influenciadas pela Inteligência Artificial (IA), incluindo processamento de linguagem natural (PLN), classificadores de aprendizado de máquina e sistemas de IA generativa, secretariados de diálogo e parceiros internacionais vêm implementando mecanismos assistidos por IA para gerir consultas em larga escala, agrupar reivindicações, traduzir contribuições e sintetizar deliberações. No entanto, a literatura sobre IA tem tratado predominantemente essa tecnologia como neutra em seus efeitos ou como uma ferramenta para repensar a democracia de forma ampla, sem examinar como ela está efetivamente reorganizando os fundamentos epistêmicos e institucionais do próprio discurso nacional. Este artigo argumenta que a IA atua como um agente institucional nos processos de diálogo nacional ao redefinir a construção da representação, a priorização das agendas e as formas pelas quais a legitimidade é produzida. Com base em uma pesquisa qualitativa comparativa realizada no Sudão (2019–2022), Etiópia (2021–2023) e Quênia (2022–2024), envolvendo 28 entrevistas semiestruturadas, análise documental e dados agregados de consultas, o estudo identifica três transformações estruturais promovidas por sistemas de diálogo assistidos por IA: (1) representação baseada em dados, (2) definição algorítmica de agendas e (3) formação de legitimidade mediada por plataformas. As implicações estruturais das assimetrias de participação digital e dos padrões de agrupamento algorítmico são examinadas por meio de testes de robustez estatística, incluindo modelagem por intervalos de confiança, testes de proporção e análise de regressão. A combinação da teoria da construção da paz e da governança algorítmica com os Estudos de Ciência e Tecnologia (STS) e a crítica digital pós-colonial contribui para o desenvolvimento de um quadro analítico de governança epistêmica mediada por IA. O estudo conclui propondo salvaguardas institucionais adequadas a contextos de transições políticas frágeis.



